Deficiente visual já pode ter acesso à Palavra de Deus
Por Carlos Antônio / Fotos: Jorge Junqueira
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Contribuir para a criação de uma sociedade sem preconceitos para que todos tenham direito a tudo, de forma igualitária. Este é o conceito que sintetiza o objetivo da Unipro ao doar para o Centro Cultural Jerusalém (CCJ) os primeiros exemplares da Bíblia em braile, em ato de inclusão social que proporciona o acesso direto dos deficientes visuais à Palavra de Deus.
A cerimônia de doação aconteceu no CCJ, na zona norte do Rio de Janeiro, e contou com a presença, entre outros convidados, do prefeito da cidade, Eduardo Paes, de Maria da Glória Souza, do Instituto Benjamin Constant, e do coordenador do Partido Republicano Brasileiro (PRB) no Rio de Janeiro, Eduardo Lopes, que representou o presidente do partido, Marcos Pereira.
Oliveira lamentou que os presidentes da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores não estivessem presentes para ouvir um recado que certamente os faria cumprir bem melhor a missão de representantes do povo: "O direito à igualdade é constitucional, e nenhum cidadão precisa de piedade. Só exige que o poder público cumpra o que está escrito na Constituição. Afinal, o deficiente é cidadão e contribuinte. Merece o mesmo respeito dedicado a todos.”
Encantado com as instalações do CCJ, mais completo e bonito do que construções semelhantes que encontrou pelo mundo, inclusive em Israel, o prefeito Eduardo Paes (foto ao lado) se penitenciou por ter demorado tanto a conhecer o local, mas disse levar lições profundas do encontro. Ele explicou que o evento teve um simbolismo especial, porque o Brasil ainda não aprendeu a tratar com respeito a questão dos deficientes.
"O respeito às diferenças é uma questão de humanidade e o nosso país ainda tem dificuldades para atingir um patamar civilizatório, um lugar onde os direitos de todos os seus cidadãos, tenham as condições que tiverem, sejam respeitados.”
Acessibilidade
Para Marcos Bordalo, diretor do CCJ, a iniciativa da Unipro é uma das mais importantes contribuições para a inclusão social. Ele explicou que desde a sua criação, há 4 anos, que o CCJ vem trabalhando para difundir a cultura para toda a população, e a chegada da Bíblia em braile é um momento de grande importância para a acessibilidade.
Chefe de gabinete do Instituto Benjamin Constant, Maria da Glória Souza Almeida lembrou que acessibilidade é uma questão de cidadania, e que qualquer pessoa, deficiente ou não, precisa ter acesso a todo tipo de manifestação cultural. Para ela, os ensinamentos contidos na Bíblia estão presentes em todos os momentos das nossas vidas.
"Ninguém foi mais humano do que Jesus Cristo, a humanidade no seu sentido mais verdadeiro. E a gente aprendeu que o verdadeiro amor preserva e quer construir. E a Bíblia em braile é um momento de amor e de preservação. Principalmente quando estiver nas mãos de uma pessoa cega, ainda mais especial nas mãos de uma criança cega. Por isso, o gesto da Unipro é um verdadeiro momento de humanização.”
Fonte: arcauniversal
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