Maria da Penha participa de um dos eventos da IURD, que mobilizou milhões na luta contra a violência doméstica
Por Tatiana Alves / Foto RJ: Renê Santos / Foto SP: André Moura
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Entre relatos de superação, estímulos para vencer, orações de consolo para a alma e orientações profissionais, o evento “Rompendo o Silêncio” atraiu multidões de diversos estados do Brasil e do exterior, neste último sábado (26). Idealizada pela escritora Cristiane Cardoso, a passeata alertou sobre os prejuízos causados pela violência doméstica e estimulou mulheres que vivenciam esta situação a denunciar seus agressores.
A iniciativa, organizada por diversos grupos de voluntários da Igreja Universal, contou com orientações específicas. Em Goiás, por exemplo, as delegadas da mulher no estado, Gildeci Alves, Cássia Sertão e Jacqueline de Guimarães debateram sobre o tema. Para elas, é muito importante que a sociedade incentive a população a delatar o agressor. “A mulher que tem coragem de denunciar quando leva o primeiro tapa do marido ou do namorado, na maioria das vezes, consegue reverter esse quadro de abuso e violência”, destacou Gildeci Alves.
A promotora de Justiça Eliana Passarelli (foto), conhecida por defender com ímpeto os casos de abuso, ministrou uma palestra em São Paulo (SP), onde incentivou a busca pelo direito da mulher. “A cada 15 minutos uma mulher é morta no Brasil e apenas 10% das que sofrem agressão têm coragem de denunciar. Isso porque falta o conhecimento. Mas quando ela decide agir, obtém uma reestruturação diante da posição que ocupa dentro da própria família”, orientou.
As participantes do Rio de janeiro assistiram a uma apresentação que retratou a vida de muitas vítimas, com uma cena de agressão de um casal. No fim, Adriana Lopes (foto), de 36 anos, dividiu um pouco do sofrimento que viveu quando o marido a agredia, e contou como conseguiu transformá-lo de agressor em um esposo amoroso.
“Aquela mulher frágil que era agredida morreu. Sou uma nova mulher após meu encontro com Jesus, por meio de um convite para participar da Igreja Universal. Eu aprendi a usar o poder da minha fé e a mudar meu casamento. Hoje somos felizes e trabalhamos juntos, sem brigas, discussões ou agressões, com uma vida completa e feliz. Há sempre uma saída para cada uma de vocês”, afirmou Adriana, que é esposa de pastor.
No mundo
A ação também foi realizada fora do Brasil. A IURD contou com o apoio de voluntários de Angola, Colômbia, Filipinas, México, Israel, Londres, além de Miami e Arizona (EUA), que abraçaram a causa e foram às ruas lutar contra a violência doméstica. Veja mais fotos do evento.
Fonte: arcauniversal
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